Muda no Jornal do Commercio

Alô, pessoas.

No último post, eu desabafei e desejei continuar com o blog. Aqui estou de volta com a matéria do Jornal do Commercio em que eu e o Muda aparecemos.

Agradecimentos ao Rafael Dantas, por escrever a matéria, à Michele Souza (apesar do meu dia de gripe não colaborar com o trabalho dela) pela foto e Gabriela Araujo (Júnior) por diagramar todo esse texto "que quase não cabia”. Todos muito simpáticos.

 

Materia sobre Recilagem (entrevista para o JC) 

Lição nº 1: reduzir, reutilizar e reciclar

Cada brasileiro produz em média 1,079 kg de lixo por dia, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), em pesquisa realizada no ano passado. No Recife, onde o montante coletado médio por dia é próximo a 2 mil toneladas, a quantidade de lixo coletada por habitante é ainda maior que a média nacional: 1,29 kg por dia. Em 2004, o índice era de apenas 459 gramas. A elevação do consumo e a reduzida cultura de reciclagem no País criam um efeito reverso ao defendido pelos especialistas em sustentabilidade.

A lição dos ambientalistas para que você seja um cidadão sustentável quanto à destinação do lixo é simples: reduzir, reutilizar e reciclar. A teoria dos 3 Rs é o caminho apresentado para criar um ciclo virtuoso em busca da gestão adequada para os resíduos gerados diariamente no País. “Temos que mudar o padrão de consumo e se preocupar mais com a nossa responsabilidade no pós-consumo”, analisa o engenheiro civil, Bertrand Sampaio, pesquisador e professor do mestrado em Tecnologia Ambiental do Instituto Tecnológico de Pernambuco.

Para o pesquisador, a ordem de prioridade da teoria dos 3 Rs não pode ser invertida, ao defender que o avanço na reciclagem no País não pode deixar a população despreocupada quanto a quantidade de lixo produzida. Os especialistas apontam que o crescente número de embalagens é um dos responsáveis pelo aumento da quantidade de resíduos gerados por dia. “Povo educado não é o que limpa muito. É o que suja pouco”, disse a assessora sócio-ambiental da Emlurb e especialista em gestão ambiental, Jane Cristina. “É preciso reduzir a origem do lixo e reaproveitar o possível”, completou.

A mudança de alguns costumes mais sustentáveis por outros mais práticos, porém, que geram mais resíduos é um problema a ser revertido, segundo os especialistas. O uso, por exemplo, de garrafas PET em substituição às de vidro gerou um aumento considerável no volume do material. “Não foi o consumidor que escolheu usar o PET ou o Tetra Pak. Essa foi uma opção do setor produtivo que precisa ser revista, pois gerou muito lixo para a cidade com a proliferação dos descartáveis”, disse Bertrand Sampaio.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria PET, por exemplo – apesar do material ter uma penetração há apenas 20 anos no mercado nacional – 89,9% do envase de refrigerantes em 2009 consumidos no País foi em PET e 0,6% em latas. Apenas 9,6% do acondicionamento do refrigerante foi realizado em vidro, que é um método retornável. Apesar do consumo crescente do PET, o índice de reciclagem do produto é alto. Segundo a pesquisa, 55,6% das garrafas foram recicladas, índice abaixo somente ao do Japão (77,9%).

De acordo com pesquisa elaborada pelos institutos Akatu e Ethos, o número de brasileiros indiferentes ao consumo consciente é de 37%. Na lista de comportamentos sustentáveis estão, por exemplo, planejar as compras de alimentos e roupas, utilizar o verso das folhas de papel e separar o lixo para reciclagem.

Antenado com as práticas de consumo consciente, o estudante de design Tomaz Alencar Filho, 19 anos, procura gerar o mínimo possível de lixo, com práticas simples, como usar ecobags ou carregar as compras em caixas de papelão, usar refil sempre que possível e comprar produtos em embalagens maiores. “Não se deve só pensar em fazer a reciclagem, mas em reduzir o lixo e aproveitar todos os produtos da melhor maneira, antes de serem descartados”, disse o estudante.

Quanto à reciclagem, Tomaz aproveita quase todo o material de plástico e papel para produzir peças de arte, inclusive ministrando aulas no Projeto Social Santo Amaro. Quanto à entrega dos outros materiais recicláveis, o estudante, que mora em Boa Viagem, reclama da eficiência da coleta seletiva no Recife. “Passei quase um ano tentando saber como entregar os recicláveis à coleta seletiva da prefeitura. Liguei bastante para saber horários e locais onde destinar, mas não consegui. Isso desestimula as pessoas a reciclar o lixo”, disse.

Por Rafael Dantas, 05/06/11

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O período entre posts ainda está muito longo. Que tal mudar isso, Tomaz?

Desabafo no Dia Mundial do Meio Ambiente

Estive fora do ar, por um tempo (e ainda não sei quando voltarei a ter uma boa frequência de posts), mas estou de volta.

Minha ausência se deu por estar muito ocupado com a faculdade, com o estágio e com o trabalho voluntário. Todo o tempo que me sobra eu uso para fazer os trabalhos dos grupos de estudo ou ainda em redes sociais tentando me manter “por dentro” da vida dos meus amigos (visto que mal consigo sair com eles neste meu período “ocupado”).

Mas isso tudo não justifica minha ausência de verdade, porque eu sempre arranjei tempo para o que me importa. Eu continuo reciclando, continuo coletando pilhas e continuo enchendo o saco das pessoas para não abusarem dos recursos que têm a sua disposição, sim, mas deixei de lado o blog que deu início oficial à minha vida sustentável. Por quê? Ultimamente tenho achado que meu trabalho virtual era inútil.

Venhamos e convenhamos, que são poucos os que se interessam por blogs falando de ecologia e sustentabilidade. O acesso do meu, por exemplo, é mínimo, o que me desestimula a escrever, o que desestimula os poucos leitores que por aqui passam e não encontram nada novo. A vida de um ecochato (carinhoso apelido dado por amigos) é muito difícil.

Algum tempo atrás, em Janeiro, dei uma entrevista para o Jornal do Commercio, sobre consumo consciente. No dia 6 de Fevereiro saiu a matéria e todos puderam ler que apenas 5% da população está integrada no consumo consciente. 95%, pessoal. 95% de indiferença…

Minha postagem caiu nesse período pré-entrevista, teve um suspiro de esperança quando saiu a matéria e me deu uma sacudida de “alguém vai ler!”, mas caiu de novo, até então. Cheguei a pensar em cancelar o blog.

Mas, felizmente, o jornal que me deu uma sacudida, ligou novamente para uma nova entrevista (perceba a dificuldade em encontrar ecochatos). Eu conversei com o entrevistador sobre reciclagem, para uma matéria que sairia hoje (e pretendo postar a matéria depois) e recebi aquela sacudida de novo “alguém vai ler aquele jornal, alguém vai ser tocado, alguém TEM que mudar”.

Este blog é fruto de um projeto que criei e cuidei com carinho e ajuda de amigos durante épocas difícieis como a do vestibular (em que nada fora os estudos deveria tomar meu tempo). Então não tenho desculpas para deixar meu trabalho de lado agora.

Então, aqui estou, numa nova tentativa de me manter online, e fazer valer minha participação fora da minha cidade. Peço desculpas, aos meus dois ou três (se é que eles ainda tentam ver o que se passa por aqui) leitores e espero não precisar ser entrevistado toda semana para lembrar que vale a pena tentar, que vale a pena fazer o que importa para a gente.

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Este foi um post especial, pessoal até demais (ou deveria ser assim?), mas eu precisava “desabafar”. Havia esquecido como é bom escrever e pesquisar o que postar aqui…Enfim, o importante mesmo é o Dia do Meio Ambiente, então deixo aqui um vídeo do filme de Yann Arthus-Bertrand, presidente da fundação GoodPlanet, chamado HOME (“Lar” em português).

Imagens belíssimas e chocantes no mesmo filme, indicado com certeza.

Aqui fica o link para o filme completo no Youtube: http://www.youtube.com/user/homeproject?blend=1&ob=5#p/a/f/0/jqxENMKaeCU

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Que tal mudar?

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